
Iniciarei meu ano rotário agradecendo, inspirada em São Tomás de Aquino, que descreve a gratidão em três etapas: reconhecimento, louvor e recompensa. A maneira como diferentes línguas dizem “obrigado” mostra como cada cultura registra o favor, louva o bem recebido e cria vínculos de retribuição. Em português, quando dizemos “obrigada”, afirmamos esse laço de compromisso com o outro, uma verdadeira dívida de gratidão que nos une.
A partir dessa gratidão, agradeço a Deus pela minha família, que sempre me incentiva com um “Já deu certo! Vai lá e arrasa!”, às minhas sócias, que terão que ter um pouco mais de paciência comigo neste ano de missão maior e a todos os meus amigos pelo incentivo e apoio.
Compartilho também como a palestra de Mário Sérgio Cortella, ‘Qual é a tua obra?’, iluminou o meu olhar para este ano rotário e deu sentido às escolhas que fiz. Essa inspiração se somou a uma frase que ouvi no PELS ‘Comece seu planejamento pelo fim’ e, por isso, vejo este discurso como o ponto de chegada desse planejamento e, ao mesmo tempo, o ponto de partida de um novo ano rotário.
É isso que eu quero propor a cada uma de vocês: que, ao longo do ano, cada uma se pergunte com honestidade e coragem: “Qual é a minha obra aqui? Que marca eu quero deixar neste clube, na nossa comunidade, na vida de quem mais precisa?”. Vamos construir essa obra juntas, passo a passo, projeto a projeto, gesto a gesto. Vamos juntas!
Ao pensar nessa obra, eu também precisei fazer escolhas. Este ano rotário, quero olhar com um carinho especial para duas áreas que me movem profundamente: MULHERES e EDUCAÇÃO. Isso não significa ignorar outras necessidades, mas reconhecer que, quando apoiamos mulheres e fortalecemos a educação, multiplicamos o impacto em todas as frentes. É por meio desses dois eixos que espero ver nosso lema ganhar vida, criando impacto duradouro na prática, na história e na esperança de muita gente.
Se eu tenho medos? Muitos. Se enfrentarei problemas e desafios? Tenho certeza. Mas também sei que tenho companheiras comprometidas. A palavra companheira vem de companio: “aquela com quem se divide o pão”. E nós sabemos o que é, de fato, dividir o pão e compartilhar em projetos humanitários.
É muito reconfortante saber que, se algo estiver dando errado, sempre há alguém pronta para dizer: “Me liga que eu arregaço as mangas e corro pra te ajudar!”.
Para finalizar, digo que “Crie impacto duradouro” não é apenas um lema, é um chamado diário: arregaçar as mangas, dividir o pão, estender a mão e deixar marcas de esperança por onde passarmos. Hoje eu assumo esta presidência, mas essa obra não é minha, é nossa. Cada reunião, cada ação, cada visita, cada arrecadação será um tijolo colocado por muitas mãos. Mãos à obra, minhas companheiras, porque um novo ano rotário começa agora. Vamos juntas!